domingo, 27 de fevereiro de 2011

Entrevista com Olavo de Carvalho: as elites preguiçosas

Por Jeffrey Nyquist

Nesta semana tive o prazer de entrevistar o filósofo brasileiro e presidente do Inter-American Institute, Olavo de Carvalho. Durante a conversa, sugeri que há algo de errado com nosso pensamento hoje; que não adoramos a Deus do mesmo modo, nem obedecemos às regras do mesmo modo, nem observamos as boas maneiras como no passado. "Para alguém como eu", começou ele, "que visitou este país nos anos 80 e voltou para viver aqui em 2005, as mudanças que a mentalidade americana sofreu em décadas recentes são realmente chocantes."

Carvalho me recomendou a leitura do livro de Tamar Frankel Trust and Honesty: America's Business Culture at the Crossroad [Confiança e Honestidade: A Cultura Americana dos Negócios em uma Encruzilhada], o qual, ele explicou, "descreve o declínio alarmante dos padrões morais no mundo americano dos negócios..." De acordo com o livro de Frankel, a erosão da confiança e da honestidade tem a ver com a aceitação e a justificação crescente de práticas fraudulentas. "O que mudou", escreve ela, "é a atitude em relação à desonestidade e a quebra da confiança. Hoje, há uma maior aceitação e mais justificação da desonestidade." Como isso aconteceu? Com a remoção de certas barreiras à fraude, a tentação aumentou.

Carvalho tem sua própria maneira de discernir as causas da deterioração moral e intelectual dos Estados Unidos. "Um dos fatores que causou esta mudança, com suas consequências altamente corrosivas para a vida diária dos americanos, foi o "neo-liberalismo" em voga, que via o mundo dos negócios como um poder auto-regulatório, capaz de se sobrepor à moralidade, à religião e à cultura e de ditar padrões de conduta com base no poder supostamente milagroso das leis do mercado. O que tornou os EUA grandes não foi só a economia de livre mercado, mas uma síntese disso com a moralidade cristã e com uma cultura que incluía o amor ao país e à família. Separada dessas forças regulatórias, a economia capitalista se torna um motor de auto-destruição, que é exatamente o que está acontecendo hoje."

Sem dúvida, há muita verdade na afirmação de que a sociedade americana tradicional sofreu colapso, sendo substituída pela "sociedade aberta", assim batizada por George Soros e Karl Popper. De acordo com Carvalho, a sociedade aberta se define como "não reconhecendo nenhum valor transcendente e deixando tudo à mercê de conveniências econômicas - conveniências que se alegam até para se justificar a própria demolição do mercado livre e sua substituição pelo estado de bem-estar social, baseado em taxação e dívida." Em outras palavras, Carvalho está dizendo que o livre mercado não torna os homens bons. Ele não os treina para serem morais. Ele não se dá ao trabalho de se defender do socialismo. Esses elementos na sociedade que no passado instilavam valores morais não são mais tão eficazes, se é que têm alguma eficácia.

Carvalho é de opinião que o conceito de "sociedade aberta" está sendo usado pelos inimigos dos EUA para destruírem "tudo o que é bom e grande neste país." Ele então menciona o pensador geopolítico russo Alexander Dugin, e "o emergente projeto russo-chinês...". Usando uma propaganda sutil, observa Carvalho, a "sociedade aberta" se torna um pretexto para difundir ódio global generalizado contra os Estados Unidos, pois a "sociedade aberta" produz uma degeneração moral que é, em seguida, atribuída ao modo americano de vida, o que supostamente demonstra a perversidade e decadência particulares do povo americano. Isso leva diretamente a uma discussão sobre os males do imperialismo cultural americano - o grito de guerra dos estrategistas russos e chineses, cujo objetivo é a eliminação dos Estados Unidos como potência mundial. A eficácia desta estratégia não deve ser subestimada. Como explica Carvalho, "A influência russo-chinesa tem crescido cada vez mais na América Latina. O governo dos Estados Unidos não percebeu isso porque ainda vê a Rússia e a China como aliados, apesar do fato de que eles são os dois maiores fornecedores de armas para o terrorismo ao redor do mundo. É preciso lembrar que a política externa de Putin é hoje guiada pela tão chamada estratégia "eurasiana", inventada pelo filósofo russo Alexander Dugin, que propõe que a Rússia, a China e o islamismo se aliem com todas as forças anti-americanas na Europa Ocidental, na África e na América Latina, com o propósito de fazerem um cerco final aos Estados Unidos. Essa estratégia já tem forte apoio militar na Organização de Cooperação de Xangai, um tipo de versão oriental da OTAN que reúne a Rússia, a China, o Cazaquistão, o Quirguistão, o Tajiquistão e o Uzbequistão."

Perguntei a Carvalho sobre reportagens recentes de um acordo entre o Irã islâmico e a Venezuela comunista para construírem uma base estratégica de mísseis apontados para os Estados Unidos. Perguntei se os marxistas da América do Sul estavam aliados à Al Qaeda e Teerã. "Sim, estão," respondeu ele. "Eles também estão aliados ao ETA, que é uma organização terrorista basca. Há muitos agentes dessas organizações no séquito de Hugo Chávez. Esse fato não é desconhecido de muitos governos latino-americanos, mas a maioria deles tem o compromisso de ficar de boca fechada sobre isso por causa dos acordos que assinaram como membros do Foro de São Paulo, a organização que lidera o movimento comunista na América Latina."

Eu então pedi a Carvalho para dar os nomes dos países trabalhando com os terroristas em todo o mundo para destruir os Estados Unidos. Ele respondeu assim: "Irã, Síria, Coreia do Norte, Cuba, Rússia e especialmente a China são os principais. Na América Latina, a Venezuela é o exemplo mais óbvio, mas a Venezuela não seria nada sem o apoio que recebe de todos os governos do Foro de São Paulo, cujo líder é o Brasil."

De acordo com Carvalho, a esquerda continua a consolidar sua posição na América Latina. "Ela tem seguido uma estratégia que foi explicitamente apresentada em um congresso comunista chinês há poucos anos: tomar o poder por meio de eleições legais e então erodir o sistema democrático a partir de dentro, para impedir a oposição de voltar ao poder em eleições futuras," explica ele. "Ou seja: eles vencem uma primeira disputa e em seguida passam a mudar as regras do jogo. No Brasil, esta estratégia tem levado a resultados espetaculares. Primeiro, a idéia era limitar o campo político a apenas dois disputantes: a esquerda radical e a esquerda moderada. Todas as outras forças políticas foram desmanteladas por meio de auditorias fiscais seletivas e acusações de corrupção que sequer precisavam ser provadas, já que elas destruíam reputações para sempre, assim que eram proclamadas em voz alta pela mídia."

Poderia o aliado tradicional dos Estados Unidos na América do Sul estar sob o controle de um movimento totalitário? Como poderíamos não ter percebido um acontecimento tão espantoso? "Os formadores de opinião dos Estados Unidos têm uma visão errada do Brasil", diz Carvalho, "porque o governo brasileiro sempre agiu com duas caras e de modo camuflado. Por um lado eles cortejam os investidores americanos para fortalecerem a economia brasileira, mas por outro eles tiram proveito do sucesso econômico a fim de consolidarem o poder esquerdista em casa, tornarem impossível qualquer oposição política que não seja da esquerda moderada, e darem apoio efetivo à ascensão da esquerda nos países vizinhos, enquanto protegem organizações abertamente terroristas como as FARC e o MIR chileno, que assim acabou controlando o crime organizado local e ganhando o monopólio do mercado das drogas no Brasil. Na Venezuela, Hugo Chávez também desmantelou a oposição, mas usando métodos mais crassos."

Já que o Brasil abriga a parte mais importante do movimento comunista na América Latina, como tem progredido a campanha antiamericana? De acordo com Carvalho, a esquerda nem sempre consegue avançar. "Ela segue um ritmo alternante", explica ele, "dependendo de se o importante no momento é adular os investidores estrangeiros ou unificar e fortalecer a Esquerda latino-americana."

"Há mais de dez anos", observa Carvalho, "eu tenho alertado que o Partido dos Trabalhadores (no Brasil) não é uma organização como as outras; ou seja, disposta a se alternar no poder com a oposição. O Partido dos Trabalhadores é uma organização revolucionária que tem o compromisso de remodelar o Estado e da sociedade inteira à sua imagem e semelhança, usando, para esse fim, os meios mais vis e corruptos. Como ninguém nunca acreditou em nada disso, todos se desarmaram gentilmente em face desse partido em ascensão e agora que ele controla tudo, ninguém pode fazer nada contra ele. O Brasil está sendo governado por um só partido com muitos nomes. Não vejo perspectiva mudança dessa situação no curto ou médio prazo."

Perguntei a Carvalho sobre o Chile, que se desviou da esquerda nas últimas eleições. De todos os países na América do Sul, qual é o segredo do aparente conservadorismo do Chile? "A elite chilena é infinitamente mais educada e moralmente mais bem preparada do que a elite brasileira," responde ele. "Quando as coisas começam a caminhar para o abismo, os chilenos conseguem entender o que está acontecendo e mudar de curso antes que o desastre ocorra. Você não consegue imaginar a preguiça intelectual dos empresários, políticos e militares brasileiros. Mesmo quando a situação se torna alarmante, eles se aferram a suas crenças confortáveis e costumeiras e se recusam a se informarem sobre o que está de fato acontecendo. As classes ricas no Brasil são presunçosas e indefesas. Elas não sabem como resistir ao jogo sutil das lisonjas e ameaças jogado pelo governo esquerdista que as controla. Não só no Chile, mas também na Argentina, as elites estão muito mais bem preparadas para enfrentar tal situação."

E qual é a coisa mais importante que os americanos precisam saber sobre a presente situação política na América do Sul? "A coisa mais importante", diz Olavo, "é a profunda e sólida unidade dos movimentos esquerdistas locais, que ultrapassa das fronteiras das nações; a unidade da estratégia revolucionária subjacente às diferenças aparentes e enganadoras de caráter nacional. Não há isso de 'duas esquerdas' na América Latina. Há apenas uma esquerda, que tem tanta solidariedade consigo mesma que nunca perde controle das duas caras que emprega para tapear os observadores americanos."

Ouvindo Carvalho caracterizar a elite empresarial e política brasileira como intelectualmente preguiçosa, eu não pude deixar de pensar na elite americana. Eles também se recusam a mudar de curso em face do desastre que se aproxima. Mesmo quando a situação se torna alarmante, eles gastam mais e mais dinheiro. Eles cortejam os inimigos e traem os aliados. É verdade, também, que eles "não sabem resistir ao jogo sutil das lisonjas e ameaças" jogado pelo poder esquerdista.


Texto retirado do Midia Sem Máscara

Original: A Philosopher's Warning

Tradução: Dextra

Revisão: Julio Severo

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Americanas.com oferece 3 mil reais para clientes insatisfeitos não reclamarem na TV



Quem nunca teve probema com compra online? No meu caso, foi justamente com a Americanas.com, a qual só entrou em contato comigo após ter gravado diversas ligações ao SAC sem sucesso. Após a ameaça de ir à justiça e à TV eles me responderam e resolveram o problema.

Pois então está avisado! Empresas online costumam ser péssimas, mas a Americanas.com é pior ainda!!!

Boa sorte para quem ainda assim quiser dar dinheiro para eles.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Memórias do Araguaia

Por Aloísio Rodrigues dos Santos - Gen Div EB

Não me surpreendi com a Portaria do Ministério da Defesa, que trata do resgate de ossadas de integrantes do Partido Comunista do Brasil (P C do B) mortos no Araguaia nos anos de 1972/73/74, nem com as suas repercussões na imprensa, nem com as declarações de seus militantes, particularmente Criméia Alice Schmidt de Almeida, sobre a qual farei considerações a respeito da sua saída da área de guerrilha no sudeste do Pará, no segundo semestre de 1972.

Criméia e o filho recém nascido, em Brasília


Já fiz inúmeras observações sobre a guerrilha, onde destaco as características físicas da área; o aliciamento, a doutrinação e o recrutamento de jovens; o tratamento às vítimas; a realização de cursos no exterior; os combates de encontro; o apoio político e o apoio financeiro do exterior; a transferência do foco para o P C do B; e outras, todas citadas em textos publicados na internet. Algumas dessas considerações constarão, parcialmente, deste texto para sua melhor compreensão.

No início da década de 60, provavelmente após o congresso de fundação do P C do B (11 a 18 de fevereiro de 1962), bem antes da contrarrevolução de 31/03/1964, militantes do partido foram designados para a realização de cursos de guerrilha rural na Academia Militar de Pequim, sob os auspícios do Partido Comunista Chinês.

João Amazonas - Comitê Central do PC do B



Ao mesmo tempo, o comitê central do partido já sistematizava diretrizes, procedimentos e ações, visando ao reconhecimento de áreas no interior do Brasil propícias ao desenvolvimento da guerra de guerrilhas. Essas áreas deveriam estar distantes das regiões mais desenvolvidas e dos grandes centros urbanos, do poder político e dos órgãos de segurança do Estado; ser de difícil acesso, com uma população rarefeita e abandonada pelo poder central e com amplos vazios demográficos; e outras características que favorecessem a implantação, o crescimento e o desenvolvimento da guerrilha rural, que seria o instrumento e o estímulo visando a criação de um “Exército Popular de Libertação”.

Dentre as áreas que possam ter sido alvos de interesse por parte do partido, destaco uma no sudeste do Pará; outra no norte de Goiás (hoje Tocantins), na região conhecida como Bico do Papagaio; uma terceira em Mato Grosso; e por último uma localizada na divisa de Goiás com Mato Grosso. Outras foram descartadas por inúmeras razões.

Definido o sudeste do Pará como área prioritária, em 1966 os primeiros militantes já se homiziavam na região, reconheciam detalhadamente o terreno e se aproximavam da humilde população rural e urbana dos pequenos núcleos habitacionais, para definir e propor ao comitê central os locais mais adequados para receber os futuros “guerrilheiros”, recrutados e aprovados pela direção do partido.

Assim, concluída a primeira fase para a futura ocupação da área, em 24/12/1967 os primeiros jovens aliciados chegavam ao seu destino final. Duas rotas de acesso à região foram definidas pelos “estrategistas” do partido. Uma pelo nordeste, considerada secundária, passava por Imperatriz(MA).

A principal iniciava-se por São Paulo(SP), passava por Anápolis e Araguaína em Goiás e chegava em Xambioá no Pará, com suas variantes. A grande maioria dos aliciados foi conduzida por essa rota pelos integrantes do comitê central, considerada também a principal rota de saída.




Elza Monerat - Comitê Central, do PCdoB. Uma das recrutadora
de jovens que eram enviados para a área de guerrilha, onde ficavam sem apoio.



De dezembro de 1967 a março de 1972 -4 anos e 4 meses- aproximadamente 60 jovens foram levados e incorporados ao grupo que lá havia se instalado desde 1966. Efetivo muito reduzido para quem se propõe a criar um exército de libertação. Um sonho. Uma irresponsabilidade de homens e mulheres idosos, comunistas fanáticos, experientes e inescrupulosos, que não titubearam em tirar jovens do seio de suas famílias,conduzi-los ao Araguaia e induzi-los a resistir até à morte.

Identificada a área pelos órgãos de segurança, praticamente todos os “guerrilheiros” foram abandonados à própria sorte pelos seus dirigentes, que não mais lá retornaram nos anos subsequentes. O simples reconhecimento da região permitiu a prisão dos primeiros militantes, alguns subnutridos, que se entregaram pacificamente, sem esboçar qualquer reação.

Foram bem tratados. Mudaram de partido.

De certa forma julgo emblemática a prisão da militante Rioko Kayano, que mais tarde se casaria com José Genoíno.

Elza de Lima Monnerat, dirigente que, clandestinamente, a conduzia para se integrar a área, abandonou-a e a delatou aos agentes que revistavam o ônibus em que viajavam, retornando de imediato à São Paulo.

Mas, a comissão militar da guerrilha e o núcleo mais importante dos dirigentes do comitê central, esses a mais de 2.000 Km de distância da área, exigiam o cumprimento espartano das decisões e a aceitação indiscutível de procedimentos, tudo imposto pela comissão militar. Dentre essas normas, destaco pela relevância uma decisão com os seus desdobramentos e um procedimento imposto, apenas, às “militantes comuns”.

A decisão refere-se à segurança da área, que assim pode ser objetiva e sinteticamente resumida: “quem entrar na área não pode dela sair, qualquer que seja o motivo, pois a saída poderá comprometer a segurança da área e do partido”. As exceções eram prerrogativas dos dirigentes de maior nível.

Para fazer cumprir essa decisão, algumas ameaças, veladas ou não, foram transmitidas ao conjunto como orientações importantes para a segurança da guerrilha e do partido, estimulando o cumprimento das normas e inibindo os que se propusessem a abandonar a área.

-Primeira: “se você for preso pelo Exército, você será torturado até a morte”, o que levou a grande maioria dos militantes a resistir até à morte no decorrer das operações.

-Segunda: “se você abandonar o seu ponto de apoio (como eram chamados os locais de moradia) e o seu destacamento, você não sobreviverá no interior da selva”.

-Terceira: “quem entrar na área não poderá dela se ausentar, mesmo temporariamente, ou sair sem autorização da comissão militar ou do comitê central”.

Nessa última ameaça poderíamos enquadrar o destino do militante ”Mundico”, Rosalindo de Souza. Disposto a abandonar a área, foi “justiçado” por decisão da comissão militar, episódio acobertado e, até hoje, não explicado de forma conveniente e convincente pelos dirigentes partidários.

Quanto ao procedimento específico para as mulheres, a gravidez exigia a realização de um aborto, pois a saída da área, para a segurança do recém nascido e para o sucesso do parto, poria em risco a segurança do partido e da guerrilha. Tal circunstância levou uma gestante e seu companheiro, ameaçados pela direção que exigia o aborto, a se evadirem da área, ambos retornando à sua cidade de origem, onde permaneceram na clandestinidade.

Em contrapartida, a militante Criméia Alice Schmidt de Almeida foi autorizada a sair da área em condições semelhantes, ao final de 1972, pois mantinha relacionamento familiar com um dirigente do P C do B (Criméia era companheira de André Grabois, filho de Maurício Grabois membro da comissão militar).

Dois pesos, duas medidas.

Essa mesma militante, em reportagem ao jornal “Estado de São Paulo” de 24/06/2009, “representante da comissão dos familiares dos mortos e desaparecidos na ditadura militar(1964-1985)”, afirmou que a presença do Exército na região “é uma estupidez”, ao mesmo tempo em que exigia, praticamente, que a comissão nomeada pelo Ministério da Defesa(MD) fosse transferida para outro órgão, retirando do Exército as responsabilidades que a sua coordenação impunha. Com a divulgação deste artigo, Criméia saiu dos noticiários em 2009 e evita fazer qualquer "marolinha".

Finalizando, pergunto: Que autoridade tem essa senhora para exigir do MD, pela imprensa, que o Exército deva ser um mero coadjuvante na busca das “ossadas” e não o ator principal?

Por que reprisar a farsa anterior da comissão de anistia, onde o representante do Exército se constituiu em um mero legitimador dos trabalhos e das decisões dessa comissão?

Já se esqueceram ou ainda se lembram(?) de uma integrante da comissão, que dela se demitiu, em caráter irrevogável, em razão da parcialidade das votações sempre aprovadas por uma maioria injusta, partidária, ideológica e comprometida?

A senhora Criméia se julga melhor ou superior à militante do Ceará (Cristina) que fugiu da área de guerrilha, com o seu companheiro (Pedro), para concluir a gravidez e se tornar mãe?

Não sente vergonha de ter sido privilegiada e de ter tido apoio para se afastar da área, enquanto a outra e seu companheiro tiveram de fugir e enfrentar os desafios e os perigos que a selva impõe aos inexperientes?



Texto retirado do site A Verdade Sufocada

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Carta aberta aos deputados e senadores dos EUA: A VERDADE SOBRE A MUDANÇA CLIMÁTICA

8 de fevereiro de 2011


Aos membros da Câmara dos Representantes e do Senado dos EUA:

Em resposta a "A Importância da Ciência no tratamento das mudanças climáticas",

Em 28 de janeiro de 2011, dezoito cientistas enviaram uma carta (ver também esta notícia ) aos membros da Câmara dos Representantes e do Senado dos EUA, instando-os a "deitar um renovado olhar sobre as mudanças climáticas".

O objetivo deles, aparentemente, é denegrir a visão dos cientistas que discordam da afirmação deles segundo a qual o aumento contínuo do ritmo de produção de dióxido de carbono (CO2) pela queima de carvão, gás e petróleo vai provocar uma série de cataclismos ligados às mudanças climáticas.

Nós, abaixo assinados, em total desacordo com eles gostaríamos aproveitar esta oportunidade para expor brevemente nosso lado da questão.

Os dezoito alarmistas do clima (assim nos referimos a eles, não pejorativamente, mas simplesmente porque eles se vêem como "soando o alarme" sobre muitas questões climáticas) afirmam que os povos do mundo "precisam se preparar para inundações maciças geradas por tempestades extremas do tipo que está sendo experimentado com freqüência cada vez maior", bem como para os "impactos diretos na saúde provocados pelas ondas de calor" e pelas "doenças infecciosas sensíveis ao clima", além de uma série de outros fenômenos devastadores.

E eles dizem que "nenhum resultado de pesquisa produziu prova alguma que desafie a compreensão científica global do que está acontecendo com o clima do nosso planeta", compreensão essa que é entendida como sendo o ponto de vista deles sobre o que está acontecendo com o clima da Terra.

Diante destas declarações, no entanto, nós constituímos uma grande exceção.

São os dezoito alarmistas os que parecem não ter consciência "do que está acontecendo com o clima do nosso planeta", bem como do vasto acúmulo de pesquisas que fundamenta esse conhecimento.

Por exemplo, uma longa lista das reivindicações e de outras que os alarmistas do clima fazem freqüentemente pode ser encontrada no site do Centro para o Estudo de Dióxido de Carbono e Mudanças Globais (veja Carbon Dioxide and Earth's Future: Pursuing the Prudent Path).

Esse relatório apresenta uma refutação ponto por ponto de todas as reivindicações do "grupo dos dezoito" citando em cada caso investigações científicas peer-reviewed sobre os efeitos reais das alterações climáticas nas várias décadas passadas.

Se o "grupo dos dezoito" invoca a ignorância dessa informação, devido à sua recente postagem, então nós chamamos a atenção para um relatório maior e mais abrangente publicado em 2009: Climate Change Reconsidered: The 2009 Report of the Nongovernmental International Panel on Climate Change (NIPCC). Esse documento foi postado há mais de um ano na sua totalidade em www.nipccreport.org.

Estas são apenas duas coletâneas recentes da investigação científica, entre muitas que poderíamos citar. Será que os 678 estudos científicos referenciados no documento de CO2 Science, ou os milhares de estudos citados no relatório NIPCC, fornecem provas tiradas do mundo real (em oposição aos modelos teóricos de previsões climáticas) para os aumentos forçados nos números sobre o aquecimento global e sobre a gravidade das enchentes em todo o mundo?

Não.

Sobre o número global e a severidade das secas?

Não.

Sobre o número e a gravidade dos furacões e outras tempestades?

Não.

Será que eles fornecem alguma prova tirada do mundo real de que os mares da Terra estão inundando as planícies costeiras em todo o globo?

Não.

Um aumento da mortalidade humana?

Não.

A extinção de plantas e animais?

Não.

Um declínio da produtividade vegetativa?

Não.

Mais freqüentes e mais mortíferos embranquecimentos dos corais?

Não.

A vida marinha se desintegra em oceanos acidificados?

Não.

Muito pelo contrário, esses relatórios fornecem provas empíricas de que estes fenômenos não estão acontecendo.

E em muitas destes setores, os trabalhos referenciados no relatório fornecem uma resposta exatamente oposta à do aquecimento global, ou seja, apontam os efeitos benéficos para a biosfera trazidos pelo aumento das temperaturas e dos níveis de CO2.

À luz da profusão de observações sobre o funcionamento do mundo real, mostrando que o modesto aquecimento da segunda metade do século XX trouxe pouco ou nenhum efeito negativo, e, mais ainda, a evidência crescente dos efeitos positivos, achamos incompreensível que os dezoito alarmistas do clima possam sugerir algo tão distante da verdade quanto a alegação de que nenhuma pesquisa forneceu qualquer prova que desafie o ponto de vista deles sobre o que está acontecendo com o clima da Terra e com a meteorologia.

Mas não assuma nossa palavra só por causa dela.

Leia os dois relatórios.

E, em seguida, forme sua própria opinião sobre o assunto.

Não se deixe intimidar por falsas alegações de "consenso científico" ou prova contundente.

Estes não são argumentos científicos e eles pura e simplesmente não são verdadeiros.

Como os dezoito alarmistas do clima, nós pedimos ao Sr. que deite um olhar renovado sobre as mudanças climáticas.

Nós acreditamos que o senhor perceberá que elas não são a horrenda ameaça ambiental que eles e outros pretendem ser, e que eles exageram constantemente os efeitos negativos do aquecimento global sobre a economia dos EUA, a segurança nacional e a saúde pública, sendoque esses efeitos podem ser catalogados entre pequenos e negligênciáveis.

Assinado por:

Syun-Ichi Akasofu, University of Alaska¹
Scott Armstrong, University of Pennsylvania
James Barrante, Southern Connecticut State University¹
John Boring, University of Virginia¹
Roger Cohen, American Physical Society Fellow
David Douglass, University of Rochester
Don Easterbrook, Western Washington University¹
Robert Essenhigh, The Ohio State University¹
Neil Frank, Former Director National Hurricane Center
Martin Fricke, Senior Fellow, American Physical Society
Lee Gerhard, University of Kansas¹
Ulrich Gerlach, The Ohio State University
Victor Goldschmidt, Purdue University¹
Guillermo Gonzalez, Grove City College
Laurence Gould, University of Hartford
Bill Gray, Colorado State University¹
Will Happer, Princeton University²
Howard Hayden, University of Connecticut¹
Craig Idso, Center for the Study of Carbon Dioxide and Global Change
Sherwood Idso, USDA, U.S. Water Conservation Laboratory¹
Richard Keen, University of Colorado¹
Doral Kemper, USDA, Agricultural Research Service¹
Hugh Kendrick, Office of Nuclear Reactor Programs, DOE¹
Edward Krug, University of Illinois¹
Richard Lindzen, Massachusetts Institute of Technology²
Anthony Lupo, University of Missouri
Patrick Michaels, Cato Institute
Donald Nielsen, University of California, Davis¹
Al Pekarek, St. Cloud State University
John Rhoads, Midwestern State University¹
Nicola Scafetta, Duke University
Gary Sharp, Center for Climate/Ocean Resources Study
S. Fred Singer, University of Virginia¹
Roy Spencer, University of Alabama
George Taylor, Past President, American Association of State Climatologists
Frank Tipler, Tulane University
James Wanliss, Presbyterian College
Leonard Weinstein, National Institute of Aerospace Senior Research Fellow
Samuel Werner, University of Missouri1
Bruce West, American Physical Society Fellow
Thomas Wolfram, University of Missouri¹

1 - Emérito ou aposentado


2 - Membro da National Academy of Sciences

Endossado por:

Rodney Armstrong, Geophysicist
Richard Becherer, University of Connecticut¹
E. Calvin Beisner, The Cornwall Alliance for the Stewardship of Creation
Edwin Berry, Certified Consulting Meteorologist
Joseph Bevelacqua, Bevelacqua Resources
Carmen Catanese, American Physical Society Member
Roy Clark, Ventura Photonics
John Coleman, Meteorologist KUSI TV
Darrell Connelly, Geophysicist
Joseph D'Aleo, Certified Consulting Meteorologist
Terry Donze, Geophysicist¹
Mike Dubrasich, Western Institute for Study of the Environment
John Dunn, American Council on Science and Health of NYC
Dick Flygare, Engineer
Michael Fox, Nuclear industry/scientist
Gordon Fulks, Gordon Fulks and Associates
Steve Goreham, Climate Science Coalition of America
Ken Haapala, Science & Environmental Policy Project
Martin Hertzberg, Bureau of Mines¹
Art Horn, Meteorologist
Keith Idso, Center for the Study of Carbon Dioxide and Global Change
John Kimberly, Geologist
Jay Lehr, The Heartland Institute
Robert Lerine, Industrial and Defense Research and Engineering¹
Peter Link, Geologist
James Macdonald, Chief Meteorologist for the Travelers Weather Service¹
Roger Matson, Society of Independent Professional Earth Scientists
Tony Pann, Meteorologist WBAL TV
Ned Rasor, Consulting Physicist
James Rogers, Geologist¹
Norman Rogers, National Association of Scholars
Rene Rogers, Litton Electron Devices¹
Bruce Schwoegler, MySky Communications, Inc.
Thomas Sheahen, Western Technology Incorporated
James Spann, Chief Meteorologist, ABC 33/40 - Birmingham
Andrew Spurlock, Starfire Engineering and Technologies, Inc.
Leighton Steward, PlantsNeedCO2.org
Soames Summerhays, Summerhays Films, Inc.
Charles Touhill, Consulting Environmental Engineer
David Wojick, Climatechangedebate.org
Bob Zybach, Ecologist

1 - Emérito ou aposentado.

Original em HTML; em PDF aqui.



Tradução: Luiz Dufaur, editor do blog Verde, a cor nova do comunismo - http://ecologia-clima-aquecimento.blogspot.com/