O deputado federal Jair Bolsonaro, ao responder uma série de perguntas do programa CQC, acabou interpretando mal a última questão feita pela "artista" Preta Gil e assim gerou a polêmica sobre seu suposto racismo. Até o momento já li e ouvi diversos comentários de repúdio a esta atitude do deputado. Duvido que uma pessoa de boa fé e que não seja analfabeto funcional, ao ver o programa integralmente, possa entender a resposta de outra maneira que não um equívoco. Deixo portanto dois vídeos sobre o assunto em apoio ao nobre deputado a fim de que os movimentos dos sonsos, maledicentes e totalitaristas não disseminem o boato sem respaldo. Cabe ressaltar que dentre estes sonsos estão figuras famosas, como o Luciano Huk, Brizola Neto, Jean Willys, e Marcelo Tas, que para grande parte do povo (que não tem capacidade crítica) deteem a voz da sabedoria e o poder de formação de opiniões.
quinta-feira, 31 de março de 2011
quarta-feira, 30 de março de 2011
A intimidação do ozônio
Por Rod Rojas
Lembra-se de quando a redução da camada de ozônio iria fazer com que todos nós morrêssemos de melanoma maligno, há apenas alguns anos? Essa intimidação do ozônio parece ter saído da pauta do terrorismo ambiental completamente.
Como você deve se lembrar, os clorofluorcarbonetos (CFCs) eram o capeta da época, desempenhando o mesmo papel que o dióxido de carbono (CO2) desempenha hoje no amedrontamento do aquecimento global. Ambientalistas alegavam que o CFC iria, de alguma forma, subir mais de 64 km da superfície da terra até a camada de ozônio, não obstante o fato de os CFCs serem aproximadamente cinco vezes mais pesados que o ar. Sem dúvida alguma, um caso típico de tijolos flutuantes.
Ao banirem os CFCs em 1989, os 196 países que assinaram o Protocolo de Montreal sobre Substâncias que Empobrecem a Camada de Ozônio perderam uma segura, barata, não-tóxica, quimicamente inerte, não-corrosiva e não-inflamável fonte para componentes de geladeiras, propelentes e sistemas de controle de incêndio.
Como ocorre com a maioria das regulamentações, a proibição do CFC atingiu os mais pobres com bem mais intensidade. Milhões de geladeiras em perfeito estado de funcionamento não mais poderiam ser recarregadas com Freon, de modo que todo mundo foi obrigado a comprar novos eletrodomésticos, agora sem o CFC. Tal medida, obviamente, foi especialmente difícil para aqueles de baixa renda.
Outro grupo que ainda hoje sofre bastante com tal medida é aquele formado por asmáticos. Os inaladores com CFC foram substituídos por inaladores com HFA (hidrofluoroalcano), os quais, segundo os relatos de vários médicos, possuem uma eficácia apenas marginal quando comparados à versão de CFC, a qual propiciava um alívio mais rápido e mais duradouro à agonia da asfixia. Muitos doentes de asma descobriram que, ao passo que os inaladores de CFC faziam com que apenas uma inalada fosse suficiente para reabrir as vias respiratórias, os novos inaladores sem CFC requerem duas ou mesmo três inaladas para funcionar. Isso elevou o custo da medicação devido ao aumento da dosagem. Para aumentar ainda mais os estragos, os inaladores de HFA, por serem uma introdução recente, são protegidos por patentes, ao passo que os inaladores de CFC já eram genéricos (não-patenteados). Os preços por inalador aumentaram sensivelmente. Apenas nos EUA, eles saíram da faixa dos US$ 5 - US$ 25 para a faixa dos US$ 30 - US$ 60.
Desnecessário dizer que os pagadores de impostos ainda estão sendo obrigados a financiar mais pesquisas nessa área fraudulenta, e que a proibição do CFC ainda segue viva e robusta. Como sempre, regulamentações e financiamento público são muito facilmente implementados - especialmente quando o público é manipulado com táticas terroristas - e muito difíceis de serem revertidos. Com efeito, regulamentações quase nunca são revogadas, e as instituições encarregadas de colocá-las em vigor apenas ocasionalmente são desmanteladas.
É importante reconhecer o padrão comportamental de governos, ONGs e cientistas ao analisarmos táticas similares de amedrontamento, como chuva ácida, bug do milênio, doença da vaca louca, gripe suína e agora as mudanças climáticas e o terrorismo. Medo e culpa são as típicas ferramentas utilizadas para roubar a liberdade e o dinheiro dos indivíduos. Essa tática do medo promove uma arquitetura cada vez mais centralizada de nossas escolhas e faz com que haja transferências de poder e riqueza cada vez maiores para os governos.
Intimidações ambientais são particularmente eficazes porque combinam os efeitos do medo e da culpa. Esses cenários do tipo "homem-contra-a-natureza" propiciam infinitas possibilidades para que retirem nossas liberdades mais básicas, a menos que o poder seja completamente retirado dos governos.
Enquanto não entendermos que homem e natureza são a mesma coisa, nunca haverá um grau de subdesenvolvimento baixo o bastante para saciar os ecofanáticos. O suposto filósofo e pensador do movimento ecológico, Derrick Jensen, escreveu que "a civilização não é e nunca poderá ser sustentável". Não devemos nunca subestimar esse tipo de declaração, especialmente vinda de um sujeito como Jensen, que possui uma ampla platéia e que já defendeu aberta e repetidamente o uso da violência militante para se alcançar objetivos ambientais. É preciso estar sempre alerta, não para a possibilidade de ações violentas de grupos ecológicos liderados por Jensen, mas para o talento dos governos em cultivar tais ideias e utilizá-las em proveito próprio.
Assim que o mito da mudança climática começar a perder impacto e a população se cansar dessas táticas terroristas, pode esperar pela invenção de novas intimidações.
Rod Rojas é corretor de seguros e atua como conselheiro financeiro para assuntos pessoais, corporativos e de políticas públicas. É membro do Partido Libertário de Ontário.
Publicado no site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.
Retirado do site Midia sem Mascara.
Lembra-se de quando a redução da camada de ozônio iria fazer com que todos nós morrêssemos de melanoma maligno, há apenas alguns anos? Essa intimidação do ozônio parece ter saído da pauta do terrorismo ambiental completamente.
Como você deve se lembrar, os clorofluorcarbonetos (CFCs) eram o capeta da época, desempenhando o mesmo papel que o dióxido de carbono (CO2) desempenha hoje no amedrontamento do aquecimento global. Ambientalistas alegavam que o CFC iria, de alguma forma, subir mais de 64 km da superfície da terra até a camada de ozônio, não obstante o fato de os CFCs serem aproximadamente cinco vezes mais pesados que o ar. Sem dúvida alguma, um caso típico de tijolos flutuantes.
Ao banirem os CFCs em 1989, os 196 países que assinaram o Protocolo de Montreal sobre Substâncias que Empobrecem a Camada de Ozônio perderam uma segura, barata, não-tóxica, quimicamente inerte, não-corrosiva e não-inflamável fonte para componentes de geladeiras, propelentes e sistemas de controle de incêndio.
Como ocorre com a maioria das regulamentações, a proibição do CFC atingiu os mais pobres com bem mais intensidade. Milhões de geladeiras em perfeito estado de funcionamento não mais poderiam ser recarregadas com Freon, de modo que todo mundo foi obrigado a comprar novos eletrodomésticos, agora sem o CFC. Tal medida, obviamente, foi especialmente difícil para aqueles de baixa renda.
Outro grupo que ainda hoje sofre bastante com tal medida é aquele formado por asmáticos. Os inaladores com CFC foram substituídos por inaladores com HFA (hidrofluoroalcano), os quais, segundo os relatos de vários médicos, possuem uma eficácia apenas marginal quando comparados à versão de CFC, a qual propiciava um alívio mais rápido e mais duradouro à agonia da asfixia. Muitos doentes de asma descobriram que, ao passo que os inaladores de CFC faziam com que apenas uma inalada fosse suficiente para reabrir as vias respiratórias, os novos inaladores sem CFC requerem duas ou mesmo três inaladas para funcionar. Isso elevou o custo da medicação devido ao aumento da dosagem. Para aumentar ainda mais os estragos, os inaladores de HFA, por serem uma introdução recente, são protegidos por patentes, ao passo que os inaladores de CFC já eram genéricos (não-patenteados). Os preços por inalador aumentaram sensivelmente. Apenas nos EUA, eles saíram da faixa dos US$ 5 - US$ 25 para a faixa dos US$ 30 - US$ 60.
Desnecessário dizer que os pagadores de impostos ainda estão sendo obrigados a financiar mais pesquisas nessa área fraudulenta, e que a proibição do CFC ainda segue viva e robusta. Como sempre, regulamentações e financiamento público são muito facilmente implementados - especialmente quando o público é manipulado com táticas terroristas - e muito difíceis de serem revertidos. Com efeito, regulamentações quase nunca são revogadas, e as instituições encarregadas de colocá-las em vigor apenas ocasionalmente são desmanteladas.
É importante reconhecer o padrão comportamental de governos, ONGs e cientistas ao analisarmos táticas similares de amedrontamento, como chuva ácida, bug do milênio, doença da vaca louca, gripe suína e agora as mudanças climáticas e o terrorismo. Medo e culpa são as típicas ferramentas utilizadas para roubar a liberdade e o dinheiro dos indivíduos. Essa tática do medo promove uma arquitetura cada vez mais centralizada de nossas escolhas e faz com que haja transferências de poder e riqueza cada vez maiores para os governos.
Intimidações ambientais são particularmente eficazes porque combinam os efeitos do medo e da culpa. Esses cenários do tipo "homem-contra-a-natureza" propiciam infinitas possibilidades para que retirem nossas liberdades mais básicas, a menos que o poder seja completamente retirado dos governos.
Enquanto não entendermos que homem e natureza são a mesma coisa, nunca haverá um grau de subdesenvolvimento baixo o bastante para saciar os ecofanáticos. O suposto filósofo e pensador do movimento ecológico, Derrick Jensen, escreveu que "a civilização não é e nunca poderá ser sustentável". Não devemos nunca subestimar esse tipo de declaração, especialmente vinda de um sujeito como Jensen, que possui uma ampla platéia e que já defendeu aberta e repetidamente o uso da violência militante para se alcançar objetivos ambientais. É preciso estar sempre alerta, não para a possibilidade de ações violentas de grupos ecológicos liderados por Jensen, mas para o talento dos governos em cultivar tais ideias e utilizá-las em proveito próprio.
Assim que o mito da mudança climática começar a perder impacto e a população se cansar dessas táticas terroristas, pode esperar pela invenção de novas intimidações.
Rod Rojas é corretor de seguros e atua como conselheiro financeiro para assuntos pessoais, corporativos e de políticas públicas. É membro do Partido Libertário de Ontário.
Publicado no site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.
Retirado do site Midia sem Mascara.
sexta-feira, 11 de março de 2011
A história da Dança - parte 4
Por Mr MacColin
Continuação:
Parte 1, Parte 2, Parte 3
Danças Moderna e Contemporânea
Concomitante à época dos ballets russos, a dança moderna começa a tomar forma por meio de seus pioneiros, Isadora Duncan, François Delsarte, Ruth Saint-Denis, Ted Shawn e Martha Graham.
O responsável pela elaboração dos princípios fundamentais da modern dance foi um cantor prematuramente aposentado devido à perda de sua voz aos 23 anos. Culpando seus mestres de canto pelo fracasso profissional, François Delsarte dedicou-se então a estudar a relação entre gesto e voz. Sua pesquisa culminou na elaboração de uma técnica de expressão corporal que visava aprimorar o rendimento de artistas cênicos pela máxima liberação da emoção e acabou por inspirar diversos artistas na confecção de uma dança vanguardeira.
Alguns destes artistas formaram conceitos liberais da dança, voltados para a contraposição ao academicismo limitante do ballet. Isadora Duncan negou-se a usar sapatilhas, Ted Shawn e Ruth Saint-Denis formaram a escola Denishawn e reuniram nela artistas de diversas áreas como o Nô, o Kabuki e a Ioga, e Martha Graham utilizou-se da dança como um instrumento político de protesto contra os horrores da guerra.
No entanto, este rompimento com o clássico proposto no início do século XIX não significou, em absoluto, a descontinuação do ballet. A evolução da dança, em verdade, não é um encadeamento linear de escolas e tendências, mas um contínuo processo de descobrimento, individual ou coletivo, dos limites da mente e da emoção extravasados em movimentos corporais.
Como prova de tal, a Dança Contemporânea surge não como ferramenta de contraposição de fundamentos de escolas diversas, mas como uma tentativa de reconstrução basilar com maior grau de liberdade, criatividade e amplitude. Este conceito de liberdade, acrescido do fator temporal é defendido por Faro ao afirmar que “para ser contemporâneo, não se precisa forçosamente buscar estradas até então impenetradas. A dança, como arte e como diversão, já se diversificou de tal forma que sua contemporaneidade implica o hoje, mas não necessariamente o novo”. Esta liberdade expõe também outro conceito enaltecido pela dança contemporânea, a individualidade.
Desde sua concepção pré-histórica como uma necessidade fisiológica, passando pela exaltação do divino, da natureza, e do indivíduo, a dança tornou-se parte intrínseca do ser humano. Realizada fosse voluntariamente ou por obrigação, com ou sem regimentos normativos, oriunda de qualquer escola, e em qualquer época histórica, o ato de dançar sempre foi caracterizado pela expressão individual do dançarino. A dança contemporânea, portanto, somente põe em evidência esta característica geral da dança. Segundo Laban, “a essência desta forma contemporânea de movimento da dança é que cada indivíduo tem uma esfera na qual desenvolve seu próprio enfoque e utiliza sua própria interpretação”.
Estes conceitos discorridos até então não formam, no entanto, a definição acadêmica de dança contemporânea, pois esta ainda está em construção. Diversos pesquisadores têm conclusões diferentes acerca do tema, e este impasse é devido, em grande parte, à principal característica da dança contemporânea: não definir a fim de não limitar.
Qualquer que seja a definição correta e completa da Dança Contemporânea, fato é que esta sua abrangência lega à produção artística uma gama enorme de possibilidades. As conseqüências disto podem ser vistas nas diversas formas tomadas pelo bem/serviço da dança contemporânea e a diferenciação do público interessado por ela. As fronteiras da dança contemporânea são ainda desconhecidas, assim como seu potencial como arte e entretenimento. Cabe assim àqueles que presentemente produzem dança, escrever o futuro desta atividade indefinível.
Continuação:
Parte 1, Parte 2, Parte 3
A história da Dança - parte 3
Por Mr MacColin
Continuação:
Parte 1, Parte 2, Parte 4
Renascimento e Antigo Regime
Com o Renascimento, o clero passa a perder importância frente ao fortalecimento da figura do Rei e sua corte. A perda da importância da Igreja torna possível o florescimento das artes e do pensamento baseados em valores anteriores à moral cristã, como por exemplo, o culto à natureza e ao homem típico da Grécia antiga. Este desenvolvimento cultural renascentista ocorre primeiramente na Itália (Quattrocento) e após o término da Guerra dos Cem Anos a França vive seu renascimento cultural (Cinquecento) sendo inspirada por artistas e pensadores italianos.
Durante o Quattrocento, Lourenço de Médicis cria festas nababescas em Florença que duravam dias, chamadas trionfi. O primeiro ballet foi realizado em um destes triunfos em homenagem ao casamento do Duque de Milão com Isabela de Aragão. Um século depois, durante o Cinquecento francês, dois italianos criaram o ballet espetáculo. A bisneta de Lourenço de Médicis, Catarina, casada com o Duque de Orléans, trouxe para sua corte francesa o mestre de dança Baldassarino de Belgiojoso (conhecido na França como Balthasar de Beaujoyeux). Em 15 de outubro de 1581 foi apresentado no Palácio Petit Bourbon um espetáculo em homenagem a um casamento de nobres que inspiraria dois séculos de ballet de cours. Nascia então o Ballet Comunique de la Reine, precursor dos espetáculos vitrine da nobreza e responsável pela solidificação das bases do ballet até seu estabelecimento como ballet clássico, sob o reinado de Luís XIV.
Dessa forma, a dança transformou-se, desde as danças totêmicas e agrárias reverentes aos deuses e aos animais, passando pelas danças de guerra, cívicas e litúrgicas até tornar-se instrumento de propaganda dos reinados absolutistas do ocidente. José F. R. de Souza define este último gênero como “uma ação pantomímica com música e dança, expressando uma atitude de adoração, não a Deus ou às forças da natureza, mas a reis que ocupavam o poder”.
Cabe ressaltar que o ballet de cours, por ser uma representação da corte e sua etiqueta, era apresentado por nobres, reis e rainhas na posição de bailarinos, sendo assim, muitas vezes, precária a qualidade artística da execução dos espetáculos. Este fato só mudaria sob o comando de Luís XIV, responsável pela criação da Académie Royale de la Danse, em 1661.
Com a morte de Luis XIII, o novo déspota conhecido pela alcunha adotada de uma de suas personagens como bailarino, o Rei-Sol, orienta a conservação do tradicionalismo do ballet por meio da profissionalização e do ensino segundo normas bem definidas. Sob a tutela de Luis XIV, o ballet torna-se clássico e distingue-se do teatro e da ópera, sendo apresentado ao público sem restrições de classe, com o único interesse de agradar a plateia e não mais bajular a corte. Livre do enclausuramento dos castelos, a dança pôde então fazer parte do mercado de entretenimento e ampliar assim suas possibilidades como arte, movimentando inclusive parte da economia.
Os espetáculos passaram então a não mais empregar nobres amadores, mas tão somente profissionais da dança capazes de por em prática todo o virtuosismo pregado pela Academia. Após alguns poucos anos, as mulheres também puderam dançar nos espetáculos de ballet juntamente com os bailarinos homens, evoluindo continuamente a arte da dança. Outra evolução, e desta vez um grand jeté evolutivo, foi dada por Jean Georges Noverre, responsável por desprender o ballet de sua época barroca, iniciando assim seu período romântico.
Noverre foi um duro crítico do excesso de virtuosismo e da falta de expressão nos espetáculos, sendo responsável por uma completa revisão de conceitos que levaram à criação do ballet d’action. As reformas pregadas por este artista geraram modificações profundas na forma de ensinar e de dançar o ballet, tendo meio século depois culminado no início do período romântico do ballet.
Romantismo e o ballet russo
No início do século XIX, o Romantismo expressava a sensibilidade aflorada nas belas-artes, as novas descobertas médicas, o crescimento das grandes cidades industriais e o fim do período do ancien régime. O perfil etéreo e a capacitação técnica e científica da época possibilitaram realizações extasiantes como a ascensão de bailarinas por meio de cabos invisíveis à plateia e a invenção da sapatilha de ponta.
Esta exaltação ao sobrenatural, ao pitoresco, ao espiritual teve seu auge no fim do século XIX, quando a guerra e a Comuna fecharam a Ópera de Paris por um ano, o que permitiu o ballet russo ultrapassar em qualidade os ballets italiano e francês. Neste período, na Rússia, foram produzidos ballets de qualidade, até então, excepcional como O Lago dos Cisnes, o Quebra-Nozes e A Bela adormecida, com composições musicais de Tchaikovsky e coreografias de Marius Petipa, entre outros. Os bailarinos homens reconquistaram a importância perdida para as bailarinas francesas desde o advento do romantismo, os espetáculos passaram a demandar maior força física de seus bailarinos e expoentes como Nijinsky puderam surgir nesta época.
Em novembro de 1907, o jovem Vaslav Nijinsky estreou nos Teatros Imperiais o espetáculo Le Pavillon d’Armide, do coreógrafo Fokine, em que trabalharam também o bailarino Gerdt e a bailarina Pavlova. Na plateia encontrava-se Serguei Diaghilev, futuro empresário responsável pela ascensão de Nijinsky a coreógrafo, e que segundo Maribel Portinari possuía o raro “dom de saber juntar as pessoas certas para a produção de obras que fizeram a glória de sua companhia e revolucionaram a concepção da dança. A ele, sem dúvida, se deve a integração do ballet com a música e a pintura modernas”. O próprio Diaghilev definiu sua habilidade ao responder o Rei Afonso XIII em Madri quando este o perguntou qual era sua função visto que não era nem bailarino, nem regente, nem pianista: “Sou igual a Vossa Majestade; não tenho profissão, mas sou indispensável”.
Pelo empreendedorismo arrojado de Diaghilev o ballet russo conquistou a Europa e transformou novamente o ballet clássico, aproximando-o cada vez mais da modernidade. Devido aos estímulos deste empresário, o até então somente bailarino Vaslav Nijinsky deparou-se com o desafio de coreografar uma composição musical de Debussy que viria a escandalizar o mundo acadêmico do ballet. O espetáculo L’Après-midi d’um faune foi aplaudido e criticado pelos gestos obscenos que incluíam uma masturbação animalesca, tendo seu instantâneo sucesso junto ao público causado uma ruptura entre o outro coreógrafo da companhia, Fokine, e Diaghilev. Mais tarde também Nijinsky romperia com Diaghilev devido a ciúmes deste último.
Continuação:
Parte 1, Parte 2, Parte 4
A história da Dança - parte 2
Por Mr MacColin
Continuação:
Parte 1, Parte 3, Parte 4
Grandes Impérios
Os egípcios praticavam a dança em rituais fúnebres, em solenidades imperiais, e em homenagem a deuses e aos fenômenos naturais. Durante o tempo deste império a Dança foi praticada na sua forma sagrada, litúrgica e, por fim como recreação. Diversas pinturas mostram as coreografias, em detalhes, dos muitos ritos que marcaram aquela sociedade, sendo perceptível, inclusive, a existência de um deus dançarino, Bés. Outras características marcantes do império egípcio é o gosto pelas acrobacias e o intercâmbio de movimentos com civilizações vizinhas, como o gesto dos braços flexionados e em oposição, com a palma das mãos voltadas uma para o céu e a outra para a terra.
Apesar deste intercâmbio de danças, não se pode afirmar que a motivação da prática da mesma era igual em todas as civilizações. Percebe-se isto opondo a dança estritamente religiosa dos Hebreus com a dança na Grécia antiga, onde esta era realizada em ritos religiosos (Dionisíaca), em cerimônias cívicas, em apresentações recreativas (Ditirambo e outros), e até em treinamentos militares (Pírrica). Paul Bourcier afirma que “para os gregos, a dança era de essência religiosa, dom dos imortais e meio de comunicação com eles”. Dentre todos os antigos impérios, nenhum tratou a dança de forma tão completa e bem integrada à vida do indivíduo como os gregos. Sócrates considerava que a dança formava o cidadão completo, já Platão afirmava que a dança era a melhor maneira de honrar os deuses assim como de se preparar para o combate. Para os pitagóricos a dança expulsava “os maus humores da cabeça” e ajudava a conservar a sanidade. Inspiradas nas danças gregas permanecem até os dias atuais passos e movimentos importantes para o ballet, como o en dehours e seu oposto en dedans.
Tal importância não era dada à dança pelos romanos. No início do império, a dança de origem agrária foi introduzida pelos etruscos e praticada em cerimônias de exaltação a deuses como Marte. Aos poucos a dança romana perdeu seu sentido religioso e tornou-se uma arte de recreação, realizada nos jogos de circo e em banquetes. A presença de dançarinos gregos levou a pírrica e a dança pantomímica aos coliseus e salões nobres, as quais mais tarde seriam desvirtuadas grosseiramente para uma dança sensual, realizada em sua maioria por cortesãs. Devido a tal indecência, Cícero afirmou que “só o louco e o bêbado são capazes de dançar”, comprovando assim a total oposição ao sentido e a importância da dança na Grécia.
Idade Média
O período histórico seguinte compreende dez séculos, desde 476 d.C. até 1453 d.C., e é denominado Idade Média. Nesta época o clero ascende ao poder junto à nobreza e, desta nova posição, revê a cultura greco-romana julgando-a segundo a moral cristã. Como consequência, os teatros foram fechados, os artistas pantomímicos tornaram-se ambulantes e suas peças adaptaram-se aos temas permitidos. Com relação à dança, a Igreja Católica foi em um primeiro momento repressora e, depois de constatar a dificuldade de se coibir hábitos pagãos contidos na cultura do povo, transformou sua intransigência em tolerância adaptativa. Mesmo dentre os clérigos havia diferenças de opinião com relação à dança, sendo por exemplo, São Basílio de Cesaréia a favor e Santo Agostinho contra. A adaptação dos antigos cultos dançados às normas eclesiásticas tornou-se, com o tempo, uma forma de aproximação dos povos ditos selvagens e pagãos durante suas conversões ao cristianismo.
Entre os séculos XI e XII surgiu a dançomania, fenômeno resultante de uma histeria coletiva frente aos sofrimentos da peste negra, das diversas perseguições e da Guerra dos Cem Anos. Deste fenômeno, foram criados o movimento do tarantismo na Itália, a dança de São Vito na região da atual Alemanha e Paises Baixos, e a Dança Macabra nas regiões atuais da França, da Espanha e de Portugal.
A partir do século XII a arte da dança penetra os castelos da nobreza e cria o baile aos pares chamado basse danse, que se contrapunha à dança plebeia haute danse. A dança dos salões nobres se diferencia das danças rústicas populares pela perda da espontaneidade e pela normatização da arte segundo o código de etiqueta cultivado dentre a classe dominante. Esta codificação de passos e movimentos acaba por criar a profissão do mestre de dança, responsável pelo estudo da dança e sua especialização.
Continuação:
Parte 1, Parte 3, Parte 4
A história da Dança - parte 1
Por Mr MacColin
Como parte de uma pesquisa de campo acerca do mercado de trabalho de Dança no município do Rio de Janeiro, precisei pesquisar e discorrer sucintamente sobre a história da Dança a fim de poder formar uma melhor idéia da sua formação e evolução até a presente data. Falar sobre a Dança em termos estritamente econômicos é extremamente dificil, pois a definição de bens e serviços produzidos, de insumos para produção, de produtividade marginal do trabalho, e até de firma é polêmica. Alguns não querem considerar o setor como uma indústria de cultura ou entretenimento, e por isso rejeitam a idéia de produção de bens e prestação de serviços. Outros empregam apenas seus corpos nús em apresentações de dança, sem o emprego de staff, iluminação ou mesmo palco. Diante desta diversidade e indefinição própria da área, torna-se complicado definir conceitos acadêmicos, que são essenciais para o rigor científico de uma pesquisa econômica.
Apesar das incertezas e polêmicas da pesquisa, considerei oportuna a divulgação deste trecho sobre a história da dança. Muitas informações foram inéditas para mim e creio que possam ser também para muitos. Espero divulgar o resto da pesquisa também neste blog para que aqueles que me acompanharam durante estes quase dois anos de labuta possam ver o resultado de tal esforço.
Cabe ainda ressaltar que muitas análises foram feitas por mim e não copiadas de autores "especialistas" no assunto. Creio firmemente que o saber não é místico ou propriedade privada de alguns auto proclamados intérpretes do conhecimento. Repudio veementemente, desta forma, todas as produções pseudo científicas que não passam de repetidoras pouco ou nada críticas, ineficazes no seu metiê.
Segue a primeira parte do trabalho:
Pré História
A discussão acerca do primeiro documento orquéstico realizado pelo homem ainda é inconclusivo, e diversos pesquisadores têm opiniões diferentes sobre a época do possível surgimento do primeiro movimento rítmico do corpo humano. Segundo Paul Bourcier, “o primeiro documento que apresenta um humano indiscutivelmente em ação de dança tem 14000 anos” e está pintado em uma parede da gruta de Gabillou, situada no departamento de Dordonha ao sudoeste da França. Esta imagem é considerada por Bourcier como um dos quatro documentos pertencentes ao período Paleolítico, o qual se inicia desde 5 milhões de anos antes de Cristo (a.C.) e estende-se até cerca de 10 mil anos a.C., que caracterizam com maior fidelidade o referido período pré-histórico. No entanto, segundo Maribel Portinari, “a mais antiga imagem da dança data do Mesolítico (cerca de 8300 a .C.)” e está gravada na caverna de Cogul, na província de Lérida, a nordeste da Espanha. Existem outros autores que indicam uma cerimônia dançada na gruta de Pech-Merle, situada no departamento de Lot ao sudoeste da França, como a primeira manifestação de dança do homem. Há ainda outros pesquisadores que consideram uma pintura parietal de um caçador com máscara de animal na gruta de Combarelles, situada no departamento de Dordonha, na França, como sendo o documento orquéstico mais antigo já descoberto.
Apesar de tal desacordo entre os pesquisadores, é consenso nesta discussão que, devido à dispersão dos documentos dos períodos pré-históricos pelo mundo, ainda há de ser formado um corpus orchesticum que possibilite melhor traçar as primeiras culturas do homem. Sendo assim, tendo apenas alguns extratos documentais deste período tão remoto da humanidade, é possível apenas delinear algumas características gerais do que teria sido a Dança e seus fatos geradores.
Os documentos orquésticos mais antigos pertencem ao período Paleolítico e coincidem com o fim da época geológica Pleistoceno (de 2 milhões de anos a.C. até 12 mil anos a.C.) e com o início da época Holoceno, em que houve o término da última glaciação (Würm). Neste clima agressivo da Era Glacial, o território francês estava coberto por geleiras, o que tornava a sobrevivência humana precária. A caça tornava-se uma atividade extremamente difícil e o uso da carne e da pele da presa era essencial à vida do homem. Talvez por isso o animal fosse representado nas paredes das cavernas com tanta constância, sendo inclusive retratado com indícios de caráter divinal. As poucas imagens de humanos que existem deste período demonstram que a dança tinha por motivação a celebração religiosa, com movimentos giratórios, danças de roda e vestimentas com máscaras e genitálias de animais.
A partir do Neolítico, período pré-histórico posterior, o homem descobre as práticas da agricultura e da criação de animais, tornando-se assim mais preso a uma determinada região. O cultivo e a domesticação geraram excedentes alimentícios, o que possibilitou o crescimento populacional e o aparecimento das primeiras cidades, cada uma com uma personalidade própria. Esta diferenciação entre os povoamentos gerou também danças típicas baseadas em crenças e símbolos próprios. Aos poucos estas cidades iniciaram algumas migrações e consequentemente guerras e conquistas de territórios, pelas quais eram disseminadas as danças dos vitoriosos e transformadas aquelas do povo derrotado. Com a evolução do homem e de suas cidades, os ritos cívicos tornaram-se refinados e as danças que antes eram um meio de aproximação dos espíritos tornaram-se litúrgicas e ligadas à vida citadina.
A prática da Dança perdurou desta forma até o aparecimento dos grandes impérios, como o Sumério, o Egípcio e o Romano. Não há documentos orquésticos suficientes para poder discorrer sobre a Dança na Suméria, sendo possível apenas relatá-la a partir do império Egípcio, que compreende parte do período Neolítico até o ano 30 a .C.
Continuação:
Parte 2, Parte 3, Parte 4
Continuação:
Parte 2, Parte 3, Parte 4
Livraria (In)Cultura agride covardemente o Mídia Sem Máscara
Republico aqui uma carta muito interessante do filósofo Olavo de Carvalho veiculada pelo site Midia sem Máscara acerca da atitude covarde tomada pela Livraria Cultura. Devido à minha repúdia por qualquer repressão à liberdade sinto-me impelido a divulgar o que, até então, parece ser a mais covarde difamação sofrida pelo MSM. Desta forma, solicito aos meus amigos e demais leitores que boicotem esta empresa para que não se encoraje mais este tipo de atitude vil e para demonstrar a força da demanda consciente. Segue o conteúdo na íntegra:
O leitor deve ter reparado que o link deste site para a Livraria Cultura, onde tantos de nossos amigos costumavam comprar livros, cessou abruptamente de funcionar, levando em vez disso para um aviso em que este site era acusado de "violar os termos da parceria". Pedindo esclarecimentos à livraria, recebemos dela a mensagem reproduzida no rodapé desta página, mensagem à qual fornecemos a seguinte resposta:
À
Livraria Cultura S. A.
Att. Caroline
Prezados senhores, Para legitimar juridicamente o cancelamento da parceria, não basta que vocês citem uma lista de infrações hipotéticas. Têm de esclarecer também:
1. Qual ou quais dessas cláusulas, em particular, teríamos infringido de fato.
2. Qual a prova lícita de que o fizemos -- e nenhuma prova de acusação é lícita se não for confirmada por sentença judicial.
Cancelar a parceria de repente, sem nos dar esses esclarecimentos, importa em fazer ao nosso site acusações gravíssimas, desprovidas da mais mínima prova, caracterizando crimes de injúria, difamação e calúnia.
Tendo em vista as boas relações que sempre mantivemos com a Livraria Cultura, nada faremos de imediato, concedendo a vocês o prazo de 48 (quarenta e oito horas), a contar deste momento (19h01, hora de Brasília) para que nos informem quais as infrações alegadamente cometidas e nos apresentem cópia autenticada da respectiva sentença judicial.
Além disso, vocês têm também de nos explicar por que fizeram o cancelamento de maneira unilateral, abrupta e afoita, sem nos dar qualquer advertência prévia - submetendo-nos assim a um vexame público que em muito prejudica a reputação do nosso site e expõe o autor dessa iniciativa a um processo de reparação por danos morais, além da devida sanção penal.
O fato de que vocês tenham comunicado o cancelamento a "parceiros cadastrados" em geral, sem tê-lo comunicado diretamente a nós primeiro ou mesmo simultaneamente, revela acima de toda possibilidade de dúvida que seu intuito foi menos o de resguardar seus direitos -- jamais violados -- que o de trazer dano à nossa reputação.
E que, em vez de esclarecer com fatos e documentos a infração concreta que teríamos supostamente cometido, vocês espalhassem uma lista de infrações hipotéticas, dando a impressão de que cometemos todas elas, é coisa de uma perfídia sem par, excluindo in limine a hipótese de que tenham agido de boa-fé.
De todas as ofensas, agressões e ações discriminatórias que sofremos ao longo de muitos anos de atividade, essa foi a mais sórdida, a mais canalha, a mais intolerável.
Um bom pedido de desculpas é o mínimo que vocês nos devem.
Atenciosamente,
Olavo de Carvalho
P. S. - Cópia desta mensagem, bem como da comunicação que a motivou (v. abaixo), será imediatamente publicada no site Mídia Sem Máscara. Não costumamos agir em segredo nem atacar pelas costas, como vocês fizeram conosco.
---------- Forwarded message ----------
From: Livraria Cultura S.A. < caroline.zanao@livrariacultura.com.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. >
Date: 2011/3/10
Subject: Ref. 14352635 LCultura
To: Roxane Carvalho *****@gmail.com
Olá Roxane,
Enviamos aos emails cadastrados como parceiros uma mensagem informando o motivo do cancelamento. No Termo de Parceria há algumas cláusulas que restringem o uso da parceria em sites que contenham alguns conteúdos específicos, são else:
· Blasfêmias, obscenidades, nudez e violência gráfica;
· Manifestações de caráter político-partidário, religioso ou que denotem qualquer forma de preconceito;
· Promoção de atividades ilegais;
· Violação de propriedade intellectual e direitos autorais.
Os sites que contenham qualquer um dos conteúdos acima podem ter sua parceria cancelada a qualquer momento, conforme descrito no Termo de Acordo.
Caso tenha qualquer dúvida, estou à disposição.
abs,
Caroline
Para complementar a matéria disponho aqui o termo de adesão desta livraria. Prestem bastante atenção na última linha do termo.
Termo de adesão ao “Programa de parcerias da Livraria Cultura”
Este termo tem como objetivo regulamentar a participação de entidades ou indivíduos no “Programa de parcerias da Livraria Cultura”, de forma que os visitantes dos sites parceiros possam efetuar compras de produtos oferecidos no site da Livraria Cultura (www.livrariacultura.com.br).
Registro e condições gerais:
- Para ser um parceiro, basta preencher a ficha de inscrição e enviá-la para a Livraria Cultura. Após a avaliação do site parceiro, enviaremos, por e-mail, todas as instruções para a efetivação da parceria.
- A Livraria Cultura reserva-se o direito de rejeitar parcerias com sites que contenham:
· Blasfêmias, obscenidades, nudez e violência gráfica;
· Manifestações de caráter político-partidário, religioso ou que denotem qualquer forma de preconceito;
· Promoção de atividades ilegais;
· Violação de propriedade intelectual e direitos autorais.
- Qualquer mudança que venha a ocorrer no site parceiro, no que diz respeito ao seu conteúdo e a sua apresentação, poderá ensejar nova avaliação por parte da Livraria Cultura, no sentido de verificar seu interesse na manutenção do programa.
- O presente termo é celebrado por prazo indeterminado e poderá ser rescindido por qualquer uma das partes, a qualquer tempo, desde que a outra parte seja avisada, sempre por escrito.
- A rescisão do presente termo não ensejará qualquer direito a qualquer uma das partes a título de indenização, multa e/ou perdas e danos.
- A Livraria Cultura pagará ao parceiro o valor correspondente a 4% sobre as vendas efetivamente realizadas, entendendo-se para tanto que a Livraria Cultura tenha recebido o valor por parte do comprador.
- Tal percentual incidirá sobre vendas efetivamente realizadas, concretizadas as transações comerciais, servindo como base de cálculo nos relatórios de vendas. Estes relatórios podem ser acompanhados a qualquer tempo pelo parceiro, consultando diretamente o site da Livraria Cultura (www.livrariacultura.com.br). Para isso, basta clicar em "Parceria" e, em seguida, em "Relatórios de vendas".
- O pagamento dos valores ao parceiro será realizado em até 10 dias úteis do mês subseqüente.
- Na hipótese de o valor a ser pago pela Livraria Cultura ao parceiro não atingir R$ 50,00 (cinquenta reais), o pagamento ficará suspenso até o próximo mês, acumulando-se os valores até que se atinja o valor mínimo de R$ 50,00 (cinquenta reais).
- Os valores retidos não sofrerão qualquer acréscimo de juros e/ou correção monetária.
- O pagamento dos valores devidos pela Livraria Cultura será feito por meio de DOC para a conta bancária indicada no formulário de inscrição, sem que a constância de tais pagamentos implique em qualquer outro vínculo que não os estabelecidos no presente termo de adesão.
- O parceiro deverá inserir em seu site um ou mais links para acesso ao site da Livraria Cultura, utilizando o logotipo da mesma, conforme modelos disponíveis em www.livrariacultura.com.br/sercultura e enviados por e-mail por ocasião da aprovação da parceria.
- A Livraria Cultura poderá praticar quaisquer alterações que entender necessárias no tocante ao preço dos produtos que comercializa, bem como em relação à política de vendas, ficando desobrigada, desde já, de prestar qualquer informação ao parceiro.
- Os direitos de propriedade sobre o material apresentado no site da Livraria Cultura a ela pertencem, exclusivamente, sem que dele possa se utilizar o parceiro, a não ser para os fins expressos neste termo de adesão.
- A Livraria Cultura é responsável por todo o processamento, manuseio e a entrega dos pedidos feitos por meio do site parceiro.
- As partes elegem o Foro de São Paulo como competente para dirimir quaisquer questões oriundas do presente termo.
O leitor deve ter reparado que o link deste site para a Livraria Cultura, onde tantos de nossos amigos costumavam comprar livros, cessou abruptamente de funcionar, levando em vez disso para um aviso em que este site era acusado de "violar os termos da parceria". Pedindo esclarecimentos à livraria, recebemos dela a mensagem reproduzida no rodapé desta página, mensagem à qual fornecemos a seguinte resposta:
À
Livraria Cultura S. A.
Att. Caroline
Prezados senhores, Para legitimar juridicamente o cancelamento da parceria, não basta que vocês citem uma lista de infrações hipotéticas. Têm de esclarecer também:
1. Qual ou quais dessas cláusulas, em particular, teríamos infringido de fato.
2. Qual a prova lícita de que o fizemos -- e nenhuma prova de acusação é lícita se não for confirmada por sentença judicial.
Cancelar a parceria de repente, sem nos dar esses esclarecimentos, importa em fazer ao nosso site acusações gravíssimas, desprovidas da mais mínima prova, caracterizando crimes de injúria, difamação e calúnia.
Tendo em vista as boas relações que sempre mantivemos com a Livraria Cultura, nada faremos de imediato, concedendo a vocês o prazo de 48 (quarenta e oito horas), a contar deste momento (19h01, hora de Brasília) para que nos informem quais as infrações alegadamente cometidas e nos apresentem cópia autenticada da respectiva sentença judicial.
Além disso, vocês têm também de nos explicar por que fizeram o cancelamento de maneira unilateral, abrupta e afoita, sem nos dar qualquer advertência prévia - submetendo-nos assim a um vexame público que em muito prejudica a reputação do nosso site e expõe o autor dessa iniciativa a um processo de reparação por danos morais, além da devida sanção penal.
O fato de que vocês tenham comunicado o cancelamento a "parceiros cadastrados" em geral, sem tê-lo comunicado diretamente a nós primeiro ou mesmo simultaneamente, revela acima de toda possibilidade de dúvida que seu intuito foi menos o de resguardar seus direitos -- jamais violados -- que o de trazer dano à nossa reputação.
E que, em vez de esclarecer com fatos e documentos a infração concreta que teríamos supostamente cometido, vocês espalhassem uma lista de infrações hipotéticas, dando a impressão de que cometemos todas elas, é coisa de uma perfídia sem par, excluindo in limine a hipótese de que tenham agido de boa-fé.
De todas as ofensas, agressões e ações discriminatórias que sofremos ao longo de muitos anos de atividade, essa foi a mais sórdida, a mais canalha, a mais intolerável.
Um bom pedido de desculpas é o mínimo que vocês nos devem.
Atenciosamente,
Olavo de Carvalho
P. S. - Cópia desta mensagem, bem como da comunicação que a motivou (v. abaixo), será imediatamente publicada no site Mídia Sem Máscara. Não costumamos agir em segredo nem atacar pelas costas, como vocês fizeram conosco.
---------- Forwarded message ----------
From: Livraria Cultura S.A. < caroline.zanao@livrariacultura.com.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. >
Date: 2011/3/10
Subject: Ref. 14352635 LCultura
To: Roxane Carvalho *****@gmail.com
Olá Roxane,
Enviamos aos emails cadastrados como parceiros uma mensagem informando o motivo do cancelamento. No Termo de Parceria há algumas cláusulas que restringem o uso da parceria em sites que contenham alguns conteúdos específicos, são else:
· Blasfêmias, obscenidades, nudez e violência gráfica;
· Manifestações de caráter político-partidário, religioso ou que denotem qualquer forma de preconceito;
· Promoção de atividades ilegais;
· Violação de propriedade intellectual e direitos autorais.
Os sites que contenham qualquer um dos conteúdos acima podem ter sua parceria cancelada a qualquer momento, conforme descrito no Termo de Acordo.
Caso tenha qualquer dúvida, estou à disposição.
abs,
Caroline
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Para complementar a matéria disponho aqui o termo de adesão desta livraria. Prestem bastante atenção na última linha do termo.
Termo de adesão ao “Programa de parcerias da Livraria Cultura”
Este termo tem como objetivo regulamentar a participação de entidades ou indivíduos no “Programa de parcerias da Livraria Cultura”, de forma que os visitantes dos sites parceiros possam efetuar compras de produtos oferecidos no site da Livraria Cultura (www.livrariacultura.com.br).
Registro e condições gerais:
- Para ser um parceiro, basta preencher a ficha de inscrição e enviá-la para a Livraria Cultura. Após a avaliação do site parceiro, enviaremos, por e-mail, todas as instruções para a efetivação da parceria.
- A Livraria Cultura reserva-se o direito de rejeitar parcerias com sites que contenham:
· Blasfêmias, obscenidades, nudez e violência gráfica;
· Manifestações de caráter político-partidário, religioso ou que denotem qualquer forma de preconceito;
· Promoção de atividades ilegais;
· Violação de propriedade intelectual e direitos autorais.
- Qualquer mudança que venha a ocorrer no site parceiro, no que diz respeito ao seu conteúdo e a sua apresentação, poderá ensejar nova avaliação por parte da Livraria Cultura, no sentido de verificar seu interesse na manutenção do programa.
- O presente termo é celebrado por prazo indeterminado e poderá ser rescindido por qualquer uma das partes, a qualquer tempo, desde que a outra parte seja avisada, sempre por escrito.
- A rescisão do presente termo não ensejará qualquer direito a qualquer uma das partes a título de indenização, multa e/ou perdas e danos.
- A Livraria Cultura pagará ao parceiro o valor correspondente a 4% sobre as vendas efetivamente realizadas, entendendo-se para tanto que a Livraria Cultura tenha recebido o valor por parte do comprador.
- Tal percentual incidirá sobre vendas efetivamente realizadas, concretizadas as transações comerciais, servindo como base de cálculo nos relatórios de vendas. Estes relatórios podem ser acompanhados a qualquer tempo pelo parceiro, consultando diretamente o site da Livraria Cultura (www.livrariacultura.com.br). Para isso, basta clicar em "Parceria" e, em seguida, em "Relatórios de vendas".
- O pagamento dos valores ao parceiro será realizado em até 10 dias úteis do mês subseqüente.
- Na hipótese de o valor a ser pago pela Livraria Cultura ao parceiro não atingir R$ 50,00 (cinquenta reais), o pagamento ficará suspenso até o próximo mês, acumulando-se os valores até que se atinja o valor mínimo de R$ 50,00 (cinquenta reais).
- Os valores retidos não sofrerão qualquer acréscimo de juros e/ou correção monetária.
- O pagamento dos valores devidos pela Livraria Cultura será feito por meio de DOC para a conta bancária indicada no formulário de inscrição, sem que a constância de tais pagamentos implique em qualquer outro vínculo que não os estabelecidos no presente termo de adesão.
- O parceiro deverá inserir em seu site um ou mais links para acesso ao site da Livraria Cultura, utilizando o logotipo da mesma, conforme modelos disponíveis em www.livrariacultura.com.br/sercultura e enviados por e-mail por ocasião da aprovação da parceria.
- A Livraria Cultura poderá praticar quaisquer alterações que entender necessárias no tocante ao preço dos produtos que comercializa, bem como em relação à política de vendas, ficando desobrigada, desde já, de prestar qualquer informação ao parceiro.
- Os direitos de propriedade sobre o material apresentado no site da Livraria Cultura a ela pertencem, exclusivamente, sem que dele possa se utilizar o parceiro, a não ser para os fins expressos neste termo de adesão.
- A Livraria Cultura é responsável por todo o processamento, manuseio e a entrega dos pedidos feitos por meio do site parceiro.
- As partes elegem o Foro de São Paulo como competente para dirimir quaisquer questões oriundas do presente termo.
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